história de desapego sem cor


Neste silêncio angustiante do meu coração
De tão intenso e sutil, sinto estranhos calafrios
Revejo meus monstros, grandes e vazios
E me sinto consumida com a confissão

Me vejo numa jornada de desamor
Vivo de pedaços, de migalhas e lamentos
Livro de uma história de desapego sem cor
Sem culpa me abandono neste tormento
E a verdade me olha como um predador

Do amor só sobram as manhãs quentes
Do amor só vivo das migalhas, eu relato
Antes como filha, irmã ou adolecente
Depois, como adulta vivida e experiênte
Reconheço, insisto não disfarço  
O amor nunca me quis completamente


O Invisível fica ....

O Invisível fica ....


Transparente, transcedente ou negro lúdico evidente !
Sim, deve ter um nome, e junto uma porção de imagens
E mensagens de um universo que não se vê, mas que se sente,


Invisível é o telefone silencioso que não quer tocar
A porta trancada com lembranças amargas pra quardar
O silêncio quase audivel, de nossos passos ao caminhar
Que Invisível chegam, por acaso marcando seu lugar..


Invisível estão afetos ignorados ou distâncias não vistas
ruas solitarias ou palavras não ditas
invisíveis são abismos que não podemos cruzar
E imensos muros de orgulhos, difíceis de escalar


No invisível estão as esperanças de melhores dias pra viver
O cotidiano que vivemos e que ninguém vê
O ar respirado no final do dia ou a cada amanhecer


È como sinto o Invisível


Inquietude II



Sou o momento.....
Atenta
Sinto a tentação de buscar o não vivido
experimentar o novo, o desconhecido
me libertar das tristezas escondidas
e apagar da minha vida o que não faz sentido

Sempres que me sinto assim...
Fico uma espécie de retirante de mim
Pra não me perder, analizo minhas bagagens
Fico atenta as coisas que carrego sem importância
Procuro atalhos que me mostrem outras paisagens.
outras vizinhanças
Outros sonhos que deixei escapar nestas andanças