A Deriva...


A deriva


Já não sou quem você deixou...
Ando esquecida de quem fui
Ando esquecida do tempo e da cor
perdi a chave das vontades e dos anseios....
O Vácuo me envade ......O silêncio me engole ..

Ando tecendo meu destino em roteiros incertos
È esse louco desejo de me reinventar
me soltar deste enclaustramento que vivo
Me deixar escapar em histórias

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Vida em preto e branco


Nas solitárias estradas
O barulho das folhas no vento frio
Que nas madrugadas longas
balançava seus galhos
por horas a fio

=+=+=+=+=+=+

Casas e seus arvoredos

refetiam longe nas cercânias
duas sombras na lua cheia
 Eram pequenos andarilhos
Que corriam desatinados como
vultos esquios
Aproveitavam a claridade da lua
   Buscavam ajuda na  ventânia 

+=+=+=+=+=+=+=+=+

Tempos tristes
 cravejados de carências
Em prantos sentindo só e ausente
De tanta dor sua vida não tinha alento
Implorava por ajuda com seu olhar em desvario
È a dura vida testando seus afetos
e deixando na alma sentimentos rasgados nos rastios....

Como uma pintora num esboço de seu quadro preferido


#+#+#+#+#+#+#+#+


És minha pintura preferida

Meus dedos feito pincéis
Passando pelo teu corpo a lambuzar
Com cores fortes da Primavera em anéis
e o doce odor da tua pele a me excitar!

Te retrato..... numa bela gravura
Reproduzo nela sentidos mais complexos
aprisionar tatos cheiros sabores e texturas
Teu sorriso estampado depois do sexo
Misturado ao teu olhar libido de candura!


Recrio na tela nosso amor
Esta paixão tão cheia de clamor
Extasiados sem pudor em loucos abraços
Traço a traço cada músculo cada espaço
És a pintura preferida minha obra prima
Eternizado nestos versos sem métricas e sem rima


Sem muito pra sonhar......Conto Cotidiano

Sem muito pra sonhar

Chego impregnada pelo cheiro da vida la fora.
A mente as roupas o cabelo as mãos
Quero falar mas as palavras escapam-me
E permaneço quieta e exausta `a margem de mim.
Me jogo ...Tento fugir do inevitável
Inútil tentativa
A vida me absorve inteira
Onde estive ? De onde vim? Indagando pra onde vou ?
tantas perguntas sem resposta?
Eu não as quero... eu mesmo não tenho respostas
Quero tudo e quero nada.
E o futuro ali
cortejando-me descaradamente.
Eu .....e o nada.
Mas é com o futuro
e só com ele que eu conto!!

Ipês frondosos / poesia compartilhada


Fim de Outono

Morganna Del


Ipê na beira da estrada
Em seu tronco frondoso
Suas folhas alaranjadas
Desfolhando impiedoso


(Um mimo da poetiza Donna N)

Oh, arvore imponente
colorindo o céu anil
Se mostra toda reluzente
Diversificando o Brasil

(Presente de Maria Helena Mota)

Sua beleza é marcante
E nos dá grande lição
Para renovar suas folhas
Outras têm que ir ao chão.

(Presente querido da poetiza Marina Alves )
O ipê é flor bonita
que me deixa deslumbrada
presente da natureza
deixa a terra enfeitada!

(joias da poetiza Rejane Chica )

O outono já está indo
vai deixar muita saudade
vem o INVERNO,também lindo
mas de calor tenho vontade

(Perolas raras da poetiza Menduina)

Nosso Ipê mais lindo no amanhecer
O orvalho ainda brilhante em suas folhas
Ao chão elas irão e outra renascerão
No sol nacente todo ele,
à espera do aquecer
do sol e seu brilho voltará

(Uma participação graciosa da poetiza Angel Mag)


Ipês com suas cores belas
Cheios de beleza e encanto
Flores brancas, roxas e amarelas
Cai as folhas e recebe novo manto.

(Um mimo do poeta Miguel Jacó)

Na vida sou um andarilho
Vivo um intenso flagelo
A quem me dera eu fosse
Um lindo Ipê Amarelo.

(Uma linda interação da amiga e poetiza Regina Pessoa)

Gosto mesmo do verão,
para curtir aquele solão
A primavera acho linda
as flores alegram o coração

O outono acho triste,
cheio de folhas ao chão
No inverno só tendo alguém
para esquentar o colchão

(maravilhosa interação de Gomes da Silveira)

No  l a r a n j a deste ipê
Verso a verso, em profusão
Na tua trova se vê
A natural perfeição

(Um mimo do poeta Vantuilo Gonçalves)

Frondoza árvore impoenente
Ipê que me faz chorar
Quando a saudade me bate
Relembrando meu lugar
Quando na tua sombra
Eu ficava a namorar.

(Uma preciosidade do poeta Bridon)

Meu querido pé de ipê
flor mais caliente não há
pois junto com tua beleza
muita coisa irás enfeitar

(Uma generosa participação da poetiza Conceição Gomes)

Outono, natureza em mornidade
Tapetes o chão florindo
Tranquila sensualidade
O inverno ainda dormindo.

(Linda participação do poeta Navegador )

linda árvore caridosa
onde os pássaros fazem seu ninho
torna a paisagem maravilhosa
e enfeita o caminho

(Afetuosa interação do querido poeta Osran)

Ipê és amarelo
mas também ambar em outras vezes és roxo
Ipê,afastas o desgosto
Não é necessário estamos em agosto

(Joia rara de interação do poeta RobertoRego)

Na mata tem ipê roxo
Há também o amarelo
Quem me dera ser arrocho
Desse coração tão belo

(A fabulosa interação do poeta Rubo Medina)

Ipê de flores amarelas
Que vejo da minha janela
Me faz lembrar uma aquarela
Me faz sentir saudades dela

(Admiravel interação da poetiza Maria Luiza D Errico Nieto)

Feliz é meu coração
que não se cansa de amar
alegre é minh' alma
Que ao IPÊ vive a admirar.

( Presente afetuoso do poeta Henrique Eduardo)

De bem distante logo se vê
com o olhar sempre sublime e terno
a beleza do florido ipê
destacando-se no esplendor do inverno !

Até saudade sente o ipê
do inverno que vai embora
e soluçando somente por você
esse poeta saudosamente chora !...

(A linda participação do poeta Nasser Queiroga)

Com o seu porte soberbo
de um amarelo solar
estende o Ipe seu carpete
em beleza singular!

Indriso.............Não sei te amo



Neste cenário de quando amanhece
Meu rosto encostado no travesseiro
lembrança e sentimentos vem por inteiro

Quando penso em você minha alma entorpece
Perco a razão o senso fico em plena insanidade
Preferindo amor insano a qualquer realidade.


Não sei se te amo… mas estou impregnada assim

De um amor ausente que se faz presente nos meus lençois de cetim



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Soneto .....através das cortinas

Através das cortinas olho lá fora
Vejo um mundo vazio se alastrando 
O vento passa... me olha e vai-se embora
Inerte.. Contemplo o dia passando

No céu sombras e tempestade fria
A noite chegando  desce a neblina
Solidão invade a cama vazia
As lágrimas inundam minhas retinas

Assim... nostálgica com coração rasgado
Sozinha me sinto meu amor anda ocupado
No quarto só o silêncio existia

O Vento volta intrépido entre folhas e trapos 
espalhando seus  lamentos a reviria
Fecho as cortinas... no aconchego de outros braços.


Trovas ......... Arrumando gavetas



Arrumando gavetas

Arrumando as Gavetas

Ontem revirando gavetas vazias
Encontrei teu retrato preto e branco
Antes que me desse agonia.
Juntei tudo arremessei no barranco

=+=+=+=+ Morganna Del

Interação do poeta Miguel Jacó sempre tão generoso

De ti não quero lembranças,
Retratos nem equivalentes,
Foi aos trancos a barrancos,
Que rolou o amor da gente

Interação do poeta Christiano Nunes (obrigado

Ao jogar o porta retrato
Desesperada fiquei
Resolvi recupera-lo
No meio da noite me levantei

=+=+=+=+ Morganna Del

Nas gavetas do armário
Seu retrato não estava lá
Sentí falta do salafrario.
Desci o barranco pra Buscar

Interação da querida poetiza Dona N (Obrigado)

Ao descer aqueles caminhos
Me veio um grande estalo
Ambos ainda sozinhos
E eu continuo a amá-lo


Graciosa interação da poetiza Angel Mag (obrigado)

Depois que joguei fora
Bateu arrependimento
Melhor deixar ir embora/
E livrar-me desse tormento.

interação preciosa Nasser Queiroga (obrigado )

Aquele retrato tentou,
meu coracao relembrar,
mais eu que ja nao sou besta
nao dei uma segunda chance
no barranco foi morar !!!!

Interação da querida poetiza Regina Pessoa (Obrigado)

Um simples porta retratos
Quantas lembranças contém
Tristezas do passado/
Que não nos fazem bem

Interação da querida poetiza Dona N (Obrigado)

Apesar da tentação
Vou seguir o ditado
Fico com a recordação.
Antes só, que mal acompanhado

Interação do meu querido poeta Mario (Obrigado)

Não quero ter, do passado,
Indesejadas lembranças
Antes viver encantado
Com as novas esperanças.

Interação da grande poetiza Conceição Gomes (Obrigado )

Teu porta-retrato guardei
Em destaque no salão
Um novo amor encontrei
Já guardei no coração.

=+=+=+=+ Morganna Del


Prefiro minha solidão
Do que um amor bandido
Jogo fora meu coração
Se teimar em ficar ferido

Interação graciosa de Hull de La Fuente

O retrato em preto e branco
A enxurrada o levou
Bendito seja o barranco
Onde você o jogou.

(Participação amorosa do poeta Sivia Araujo Mota)

Esse AMOR que vi partindo
fez-me sofrer por vaidade
hoje, vivo o sonho lindo
do resgate à LIBERDADE









Sem lenço e sem documento

NAS MANHÃS...



E é assim que as coisas vêm tomando um caminho único. E levantamos com a cara amassada de manhã, percebendo que estamos vivos e que só estávamos desligados. È então neste segundo que o cérebro carrega as informações adormecidas – despertando-as do sono profundo. Lembramos de todas as coisas que nos deixam felizes e tristes. Todas as preocupações, todos os fardos, todos os momentos belos, agradáveis. O dia anterior, o dia antes do anterior...


Queria que nesse momento tocasse automaticamente uma música. Justamente naquele momento em que se levanta e se senta na cama, ainda sonolento. Queria que fosse uma daquelas músicas belas de filme antigo.
 Eu iria à janela, veria que a chuva estava caindo forte lá fora há algum tempo, encharcando a árvore frondosa que fica do outro lado da calçada.  Respiraria fundo e sentiria os pulmões enchendo-se do ilusório cheiro de terra molhada que vem do asfalto.


Seria então que meus olhos se levariam para a cama, eu veria o corpo adormecido, sereno. Minhas expressões enfim des-enrijeciceriam e me deitaria novamente para voltar a dormir.
 
 
Texto da internet 03 de junho 2010

Indriso .....Porta retrato



Lá fora o silêncio é profundo.. tudo se agiganta
Ao redor rastros de terra molhada nublando meu olhar
Enxargando-me de lagrimas nas magoas que teimam em ficar

Não quero estas emoções.. mas fazem parte de mim.
Meu romance virou passado ficou na antiguidade
Num porta retrato jogado ...minha vida é só saudade

Sem medo dos escombros vou hastear bandeira branca

Enquanto me agarro no que sobrou de mim