O abismo Chora


Ao ver a beleza de Narciso
Refletida nas aguas iluminadas
Pelo raios de sol no paraiso
Quando as suas margens ele deitava

O lago percebeu o quão era belo
A alegria enradiou por todo lado
Abriram flores e botões em anelo
Oréiades banhava-lhe de afagos

As suas margens todo dia debruçava
O Lago nos olhos dele se mirava
Olhavam-se Fascinados e distraidos


Caiu Narciso se afogou emudecido
Deusas do bosque choraram inconformadas

Em lágrimas..... aguas doces ficaram salgadas

 

Ainda que fosse ….(indriso)

Ainda que fosse ….

De uma porta aberta no meio do nada
Escancarada no abismo da noite  
Sucumbindo a luz na alvorada

Ainda que continuassem a existir punições
Destinos Sinas e intenções

Sagrados mantras murmurados em gemidos  

È no teu corpo que está o meu desejo...

E tua alma meus sentidos.



obsessão (soneto)

É inútil por trancas nos caminhos
Na morada do teu coração faço estadia
Somente eu preencho estes teus dias
E minhas prendas se rendem a teus carinhos.

Espalho meu cheiro te impregnando
Nas paredes do teu íntimo pelas fendas
Altero a rotina e tuas oferendas
Sou o desejo do teu corpo sofregando

Na contagem do tempo sou suas horas.
Sou tatuagem que ninguém vai remover
Sou o amor desejado que te faz reviver

Meu eterno querer não te deixa ir embora
Posso até ser Sina Karma ou Obsessão talvez...
Mas é nos meus braços que você encontra solidez


empobrecida de alegrias


Andei por um tempo
empobrecida de alegrias
Evitando me olhar no espelho
Com medo de cair em conflitos passados
de incertezas e paixões sem garantias

Desisto de entender meus porquês
Vou me deixar levar pela maré
Da maré das emoções  e palavras desconexas
Jogada no vazio da alma perplexa
Não reajo mais vou me deixar levar
Meus sonhos estão quebrados

Não quero versos aclamados
também não há sonhos encantados..
Chega de tanta doação prefiro ficar careta
sem obsessão sem paixão mentirosa ....
Chega de viver histórietas
Romance vazios me deixam melindrosa