Não vou te deixar ir ...


Hei você...de olhar escuro da cor da malicia 
Que faz me sentir tão importante
Mesmo eu não querendo
Você que entende meus gestos e meus medos
Meus caminhos fantasiosos protege meus devaneios
Partilha do meu mundo tão cheio de segredos 

Você entende meus textos carregados de emoções
Tantos sentimentos marcados, sentidos e vividos
E quando extrapolo sou inteira letras e versos    
Viajo nos meus textos nem sempre sensatos 
 Histórias criadas mas que necessitam de vínculos

 Você me enxerga e voa junto com meus pensamentos
Como uma flor em extinção guarda-me com amor 
Deixa-me florescer me decifrar em idéias  
Feito um mago me dá colo cheiro e afago 
Você é pra mim ... meu sonho esperado
A vida me ofereceu e me favoreceu
Eu te amo é tudo que eu tenho.
E não vou te deixar ir


Inverno no Sul


Haikais Tankas

Inverno Sulista 

Fim do dia 
Jantares em família 
Ruas Vazias 

Vivemos enclausurados 
Em panos Embrulhados 

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E no Outono 

Chão florido 
Vento morno
coração dolorido

Como filha de Outono
Carrego minhas dores sem gemidos


Estrela&vaga-lume



Vagam promessas na escuridão feito fagulhas

Parecem vaga-lume de vidas curtas

Fingindo serem estrelas


Serpenteiam no ar como plumas

Confundindo as mariposas noturnas




Só se for Amor !!!

Se não for amor, me nego 

Por estes ásperos caminhos já  andei  

Se não for amor, renego 

Sei pra onde carrega...cai e levantei  

Se não for amor, sinceramente não quero

Não pense que é medo ou desvario 

Por estes labirintos me perdi e retornei   

Se não for amor, me apegar não devo

Na alma senti os espinhos de amor vazio

Batalhas que sai ferida e venci  

Se não for amor, nem chegue    

Delírios e obsessões machucam e aprisionam 

Já declarei estampei me tatuei  

De paixões frustadas e insanas me distancio.  

Invictus ( William Ernest Henley ) lido tds os dias na prisão por Nelson Mandela

Invictus 

Dentro da noite que me rodeia
Negra como um poço de lado a lado
Agradeço aos deuses que existem
por minha alma indomável

Sob as garras cruéis das circunstâncias
eu não tremo e nem me desespero
Sob os duros golpes do acaso
Minha cabeça sangra, mas continua erguida

Mais além deste lugar de lágrimas e ira,
Jazem os horrores da sombra.
Mas a ameaça dos anos,
Me encontra e me encontrará, sem medo.

Não importa quão estreito o portão
Quão repleta de castigo a sentença,
Eu sou o senhor de meu destino
Eu sou o capitão de minha alma. 

Incertezas&desapegos


releitura do poema escrito por mim  03/03/10

Desapegos

Quando clareia o dia demoro para existir
Lentamente sinto-me invadida por hesitações
Vão e vem se apoderando roubando sensações
 Me ausento de clareza  só quero dormir

Quisera só viver e sonhar de grandezas
Desta forma da rotina me isentaria
Quietinha aproveitando aconchego ficaria
Responsa quer emergir e me impor incertezas

Sonolenta olhos ardendo, lavo o rosto na pia
No espelho vejo todas as ausências e desapegos
Escorem da minha alma devorando meu dia.



Encontro

Passou me olhou e me provocou
Senti algo envolvente ali acontecer
Novamente passou e me elogiou
Deixe-me levar, senti meu corpo estremecer

Corpos quentes tão perto exalam desejos
Olhamo-nos e já sentíamos o que ia acontecer
Eu quis fremente as mesmas coisa que você
Não excitei como uma amante impetuosa me doei

Envolvi-me em seus lábios tentadores
Sacie meus líbidos me despi de todos os pudores
Arranquei laços e botões em afarfos e delírio .
Num prazer feito fagulhas nos amamos sem equilíbrio
durante horas de puro sabor