A minha Irmã



V-i uma bela  arvore que floriu em seu tronco  
A-lgum dia foi  um belo Ipê  florido sob as nuvens 
N-as suas frondosas ramas o lenhador se acomodava 
D-ias se passaram e sua linda  sombra o atormentavam    
A-ssim Insatisfeito sempre com seu machado apontava 

W-ivia num pesadelo ameaçada a ficar sem seus  ramos e folhas
A-h! passaram-se os anos  o asqueroso lenhador ainda a  picotava    
S-ugando o nectar e farejando  seus pensamentos 
S-im...  aquela arvore frondosa que rodeava todo o quintal   
E-mbora resistindo, num determinado  tempo virou tronco  
R-espirava iluminando todo o espaço daquele lugar sem cuidado
M-ais se impôs aos anos segurou-se no estio se moldando a vida  
A-rremeçou-se da terra o tronco floresceu  suas flores seus frutos 
N-unca desistiu esta lá no quintal da casa soberbo e majestoso.  





Este é meu Lugar

Este é meu lugar

Minha cidade e contornada pelo rio Itajaí-Açu
Deslumbrando a paisagem como uma serpente de cristal
Quando raivoso não perdoa e a invade com águas lamacentas
Se tranqüilo ou bravio ele é aceito e amado por seus habitantes
Ele é a cidade e a cidade é Dele
Com a Igreja matriz e sua majestosa torre sombreando o lugar
Como se ali estivesse não por ser bela... mais para proteger
Este lugar situado entre verdejantes montanhas
Escondida entre vales que as vezes nem o sol a encontra
...no inverno as sombra se delineiam revelam seu rosto
Debruçada na ponte expondo uma cidade fria e cinzenta
Crepuscular. Mesmo assim encantadora e apaixonante

Próxima a cidade do porto e dos cais com  andorinhas e gaivotas
Minha cidade tem personalidade não é só um nome entre tantos
Reteve a magia no idos passado de famílias que aqui se fixaram
Preserva suas origens costumes tradições e suas October-fest
Com suas ruas estreitas canteiros de flores bosques e cachoeiras
 Grande casas coloniais gerânios na janelas flutuando em cachos
Cidade Poema às margens do rio com bancos pra sentar
 Sentar e apreciar a beleza das águas seguindo seu curso
Aqui nasci e aqui vou ficar
Quando vou viajar dá um saudade e logo quero voltar
Meu lugar é aqui em Blumenau  ******




Escape

Escape 

...Como escape as vezes submerjo 
Não para desaparecer mais sim procurar
Marcas e sobras do presente
No precipício da alma   
Traços que me deixam completa
Estão embrenhadas ou jogadas
Sem razão ou porques
Em algum canto do meu Ser
Apenas esperando ser resgatada
Com promessas que se ausentam
Nesta solidão que desagrava  

La estou nas profundezas para ser colhida 
Delicadamente 
Ccmo uma turmalina ha ser esculpida. 




Cores de Agosto



Cores de Agosto 

Agosto é mágico em sons cores e vibrações 
Verde das matas fechadas galhos se entrelaçando 
Branco mudanças de ideias conceitos e conspirações
Amarelo Dourado das sementes no chão se procriando
Vermelho das rosas  das luxurias e das grandes paixões 
O Azul chega sem aviso o infinito conspira encantamento

Existem muitas coisas escondidas e insondáveis em Agosto 
Há no ar nostalgia prazer euforia em cósmico alinhamento
A natureza se funde como numa obrigação de acontecer 
Estamos todos nesta engrenagem vital e devemos perceber 
Ir e voltar  repensar avaliar  ultrapassar e seguir 
Agosto o oitavo mês da lenta separação de Julho
Flertando Setembro fascinado na primavera em cores


Ah...este Agosto pra mim tem cor...vermelho