Ventos de primavera



Dias claros roupas no varal
Ao sopro do vento  
Espalhando suas cores 
Vibram com a sensação de liberdade
Dançando o ritmo dos estampados  
Ora se tocando ora se abraçando 
Acenando.. acenando despedidas
Num lindo entardecer de setembro

prosa poética dos meus devaneios


Tarde completamente primaveril sinto uma brisa leve
Do meu apartamento olho a janela e vejo muitas janelas
Da janela de incontáveis mundos de outras pessoas
Com olhares espalhado aguardando o por do sol

Da minha janela
Vejo ruas estreitas cruzadas e movimentos
de pessoas apressadas
Rua inacessível como as veias do meu corpo
Sinto a vida e  ponho sentimentos em tudo.

Até em paredes de concretos
Das coisas por baixo das pedras
E dos seres que por lá  passam
Vejo horizontes nevoados se distanciando
vários tons verde cinza em camadas densas
 Riscando linhas norteando as rotas das estradas
Que logo depois desaparecem no profundo invisível
Expondo-as a imensidão do nada

Da minha janela  sinto tudo...

A vampira....






Sangue correndo nas
veias e mil idéias muita sensibilidade telúrica
***
A Vampira  
Muda e silenciosa nada revela
É sempre muito sombria
Sou eu e ela com sua cor ...
Sempre sombreada
Basta um clarão qualquer 
Dias de sol ou
Noites de lua cheia 
Luz de uma lamparina
Ou de um holofote qualquer
Crente de estar completa
Ali divina sem sangue aparece
Miragem num espaço limitado
Num vulto  transformador e misterioso
É preciso olhar mais.. dar vida com movimentos  
Já de prontidão feito um guarda costa
Ou quem sabe minha carcereira
Um porteiro no seu posto
Pode até ser meu anjo da guarda!
Para me proteger ou será  
pra me iluminar !!!!