Negação

Há tantos espaços em branco no meu mundo 
E muitos outros escuros ocupados ...
Nego todas as emoções que minha mente sustenta 
Nego o cansaço de tantas lutas e o significado das palavras ditas
Nada mudou nada aconteceu até no céu as estrelas são as mesmas
Todas pintadas e nos mesmos lugares visíveis 
Assim me encontro envolvida nesta emoção inquieta 
Dimensionada e presa a me reconhecer a saber o que sinto 
Esta necessidade de magoar tanto a mim e aos que me querem
Fervilha veneno dentro de mim na mesma proporção que o amor 
Aqui estou forjada a dizer quem sou ....  
Sinto  as amarras severas das grades da alma
E não enxergo mais nada além da prisão da liberdade
Uma solitária como um eco esperado...que nunca volta
Uma crisálida aguardando a metamorfose sempre por chegar 
Folha solta no outono ou apenas serei o que mais ninguém é:
Refém de tudo que sinto e há dentro de mim.
Uma maldição de nascença uma doença de alma.  




O toque



O toque
Pode ser um importuno por sentir sua presença
Dispensam as palavras que se apagam por não serem ouvidas
Ocupa espaço agradece pela sua breve estada
O toque vive a saudade imposta ...explica a vida
A distancia se enche de vazio e a magoa chega mais perto
O toque
Permanece na pele no olhar e pelas coisa válidas
Se é que ainda Há..
Se não me abriga e não me traz alegria
Despedaçada viverei ...
E saudades se tiver sobreviverei
Vou substituir desculpas esfarrapadas por sentimentos
Na não aceitação prefiro não ser apegada