Outono cinzento



Haikais Tankas

 Outono cinzento


Domingo oprimido 
Preenchido por inteiro
Silencio indefinido 

No seu pijama de flanela
Saudosa dia todo na janela  


Sem aceitação

Onde buscar maravilhamento para um desencanto
Nas águas turvas lamacentas sonhando ter alegria?
Vagar pela vida procurando algo ou qualquer encanto
Negociando moedas de afeto como fosse joia e pedrarias

Pessoas relatam situações exalam  podridão
Ninguém ama apenas toleram-se em taças de rancor
Suas almas e vidas em jornadas de doença e solidão
Perdem-se nas mentiras num poço sujo e profundo de dor

Todas as  historias e fatos momentos belos e agradáveis.
Do dia anterior da semana antes do anterior ficam sem sentido.
`E como viver num lugar medíocre onde habitam os esquecidos

Passam-se o tempo ..Eu continuo fincada no chão
Confundo até maldades com afetividade
Aceitar suas misérias é preciso. Na jornada da continuidade